domingo, 27 de dezembro de 2015

NA DIREÇÃO DO DIGITAL - BOBBY "DIGITAL" DIXON E O SELO DIGITAL B


Bobby "Digital" Dixon
Bobby "Digital" Dixon, nasceu em Kingston na Jamaica e é um dos produtores mais influentes do Reggae e Dancehall. Ele foi apelidado por King Jammy, com quem trabalhou em  meados dos anos 80, onde faziam experimentações com ritmos digitais. Fundou o selo Digital B, onde produziu diversos artistas como Shabba Ranks e Sizzla, e serviu de influencia direta para artistas como Admiral Tibet.

Bobby era o terceiro filho de 5 criados em Waterhouse, distrito de Kingston. Dixon cresceu junto as festas dos anos 70, junto a sound system's como Socialist Roots e Tippertone.

Ele começou a trabalhar com King Jammy em 1985, e começou a produzir sozinho em 1988, abrindo seu estúdio Heatwave e estabelecendo seu selo clássico, Digital B. Além de lançar suas produções também era uma empresa de distribuição. Nos anos 80, Dixon foi um dos pioneiros e um dos que estabeleceu a produção digital na Jamaica, e se tornou um dos melhores engenheiros de som nos primórdios da era digital.

No final dos anos 80 e início dos anos 90, ele produziu trabalhos de Shabba Ranks, Cocoa Tea, Tony Rebel e Garnett Silk. E junto ao digital, explorou estilos como o dancehall, lovers rock e roots reggae. E batizou seu sound system próprio com o mesmo nome do estúdio, Heatwave. 

Nos anos 90 ele começou a trabalhar com artistas de uma nova geração como Morgan Heritage, Sizzla, Richie Spice, Tarrus Riley e tantos outros. Ele foi o produtor de um dos melhores álbums do Sizzla, Black Woman And Child lançado no final dos anos 90. Foi responsável pela produção do Protect Us Jah Jah de Morgan Heritage, e produziu os três álbuns clássicos Morgan Heritage Family and Friends. Além de Norris Man, General Degree, Terry Ganzie, Loui Culture, LMS, Mikey Spice e tantos outros artistas que passaram por seu estúdio e foram lançados pelo Digital B. 



Bobby "Digital" Dixon @ Heatwave Studios nos anos 80.

NA DIREÇÃO DO DIGITAL - UMA CONVERSA COM UM DOS MAIORES PRODUTORES DE DANCEHALL

No passar de três décadas, Bobby Dixon aka Bobby Digital, passou de engenheiro e dono de estúdio novato a uma dos mais talentosos produtores da vanguarda do reggae.

Seu nome está escrito nos créditos dos mais refinados momentos do dancehall, junto a auma série de hits com o ganhador do Grammy, o rei do dancehall Shabba Ranks. 

Bobby trabalhou em ambos álbuns ganhadores do Grammy de Shabba, As Raw As Ever e Extra Naked. E também é o produtor por trás dos singles mais conhecidos como Wicked Inna Bed e Just Reality.

Ele produziu o álbum It's Growing de Garnet Silk, Black Woman And Child e Da Real Thing de Sizzla, e o clássico Don't Haffi Dread To Be Rasta de Morgan Heritage.

Qual é a fórmula do sucesso?

Bobby responde que: "E realmente uma coisa espiritual, eu envolvo o Todo Poderoso em tudo que eu faço. Além do mais, eu não me jogo em relações para produzir um trabalho de entretenimento. Se trata de construir uma conexão com o artista. E ai que nós temos a chance de compartilhar idéias e conhecer o espaço um do outro."

De acordo com Bobby, nunca se tratou somente sobre dinheiro. Ele sempre se manteve em low profile nesses últimos anos, mesmo em atividade nos negócios na música, dando conselhos e suporte a novos produtores e artistas.

"Não se trata de uma compensação financeira, mas o sentimento de realização quando eu produzo um músico e ele se eleva. Se trata de trazer o melhor das pessoas."

Entre os protegidos do Digital B estão os filhos Giark e Craig Dixon. Craig produziu albuns de artistas como Cali P, Voicemail, Chevaughn e Fidel Nadal.

Em comparação com suas produções dos anos 80 para as mais atuais, Dixon acredita que os produtores contemporâneos estão tomando cada vez mais atalhos. "Nenhum deles é paciente o suficiente para fazer um material que irá se manter atual 20 anos no futuro. Agora é como operar uma rede de fast food... a música é descartável..." diz Bobby.

Ainda assim, ele se impressiona com artistas jovens que estão gravando música de muita qualidade, como Assasin, Busy Signal e Romain Virgo.

"Eu tiro meu chapéu para esses artistas, eles estão tentando continuar algo."

Entrevista concedida para Simone Morgan (Repórter do Observer) - Artigo original publicado @ http://www.jamaicaobserver.com/entertainment/Going-Digital---A-chat-with-one-of-dancehall-s-top-producers_13006975
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