segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Sob O Signo da Desinformação

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Semanas atrás, fiz uma publicação sobre um tema muito sensível: o Reggae no Maranhão e a forma como (ele não) chegou lá. Dei crédito aos nordestinos pobres que migraram do Norte para o Sudeste em busca de oportunidades melhores e acabaram por construir tudo aquilo que conhecemos culturalmente, incluindo o Reggae no norte e nordeste do Brasil. A primeira publicação sobre o tema foi há quase 10 anos atrás.

De forma geral, muitas pessoas ainda estão presas ao "Eterno Verão" do Reggae dos anos 1990 e, de alguma forma, ninguém quer sair disso. Apegaram-se a uma ideia fantasiosa, sem qualquer fonte — apesar de um ou outro jornalista dizer que existem diversas, mas não citar nenhuma.

No fim, o que sobra são ofensas. O samba entrou na conversa com a afirmação de que ninguém sabe quem o inventou ou de onde veio — dito isso pelo diretor do museu do reggae, que se autoafirma pesquisador, lembrando muito a Fundação Palmares no Governo Bolsonaro, lamentavelmente gerida por Sérgio Camargo.

Eu sempre entendi que o brasileiro que não lê enfrenta problemas graves, tão antigos quanto a própria História. São problemas de caráter, sintetizados em pensamentos como "se eu não sei, não existe" e "se eu não concordo, está errado", dentre outros. Entretanto, aprendi que o questionamento e a não aceitação de um status quo absoluto, de regras impostas por governos autoritários e por fascistinhas grosseiros na internet, são comuns hoje e continuarão sendo por muito tempo.

Dito isso, ciente das grosserias, dos xingamentos e da limitação intelectual que temos (de forma genérica), vou continuar postando sobre a nossa cultura, sobre esse viés Reggae eurocentrico, sobre o Reggae no Maranhão, e sobre a política de ditadura que ainda recai sobre todos nós.


Paz a todos.