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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

LEMBRANDO PHIFE DAWG - A TRIBE CALLED QUEST [ATCQ]



Phife Dawg - A Tribe Called Quest
Ao longo de uma carreira extraordinária em um dos grupos mais importantes no hip-hop,O 'A Tribe Called Quest' sempre formou confortavelmente a sua própria trajetória. Foi um dos pioneiros em trazer o 'smooth jazz' no hip hop, e foi irônico ao ajudar a introduzir J Dilla para todos. O seu lugar no hall da fama do hip-hop foi reservado anos atrás... o que torna a infeliz perda de Phife Dawg no início do ano ainda mais dolorosa.

A chave para essa dinâmica lírica do 'A Tribe…' era uma espécie de yin e yang entre Q-Tip The Abstract e Phife Dawg, o assassino de cinco pés (Phife era baixinho, tinha 1,52 de altura). Enquanto Q-Tip poderia mais flutuante com a caneta e cheio de metáforas, Phife era mais corajoso nas rimas, era mais rua, e sempre hilariante. Phife era uma das cabeças que estavam procurando para ter punchlines espirituosas, e trouxe as espadas, alfinetando qualquer coisa que ele tocou. Algumas das linhas mais memoráveis ​​do 'A Tribe…' saiu da boca de Phife, e só por isso, ele vai dolorosamente saudoso.

Com a notícia do lançamento do último álbum do A Tribe Called Quest em 11/11/2016, nós relembramos clássicos do ATQB e revemos alguns versos e rimas de Phife Dawg junto com Q-Tip e Ali Shaheed Muhammad. Só deixar o playlist tocar e aproveitar... Dessa vez a tradução é por sua conta.


“Check the Rhime” (1991)
Verso: “Now here's a funky introduction of how nice I am/Tell your mother, tell your father, send a telegram/I'm like an energizer 'cause, you see, I last long/My crew is never ever wack because we stand strong.”




“Electric Relaxation” (1993)
Verso: “Let me hit it from the back, girl I won't catch a hernia/Bust off on your couch, now you got Seaman's Furniture.”


 
“Buggin' Out” (1991)
Verso: “Yo, microphone check one, two, what is this?/The five-foot assassin with the roughneck business/I float like gravity, never had a cavity/Got more rhymes than the Winans got family.”



“Lyrics to Go” (1993)
Verso: “Always wanted this 'cause it surely beats a scramble/I'm Jordan with the mic, huh, wanna gamble?”




“Show Business” (1991)
Verso: “Seems in '91 everybody want a rhyme/And then you go and sell my tape for only $5.99?/Please nigga, I've worked too hard for this/No more will I take the booty end of the stick.”



“Award Tour” (1993)
Verso: “I have a quest to have a mic in my hand/Without that, it's like Kryptonite and Superman.”



“Phony Rappers” (1996)
Verso: “Talking 'bout I need a Phillie right before I get loose/Poor excuse, money please, I get loose off of orange juice.”




“Oh My God” (1994)
Verso: “Mr. Energetic, who me sound pathetic?/When's the last time you heard a funky diabetic?”




“Butter” (1991)
Verso: “I remember when girls were goodie two shoes and now they turning freaks/All of a sudden (“We love you Phife”) ease off ho, my name's Malik.”



“Skypager” (1991)
Verso: “If you get your high, then mine is next/The 'S' in skypage really stands for sex/Beeper's goin off like Don Trump gets checks/Keep my bases loaded like the New York Mets.”




“Can I Kick It?” (1991)
Verso: “Can I kick it? To my Tribe that flows in layers/Right now, Phife is a poem sayer/At times, I'm a studio conveyor/Mr. Dinkins, would you please be my mayor?”



“Scenario” (1992)
Verso: “I'm all that and then some, short, dark, and handsome/Bust a nut inside your eye to show you where I come from.”



“Vibes and Stuff” (1991)
Verso: “Party animal I was, but now I chill at home/All I do is write rhymes, eat, drink, shit and bone.”



“Steve Biko (Stir It Up)” (1993)
Verso: “Hip-hop scholar since being knee high to a duck/The height of Muggsy Bogues, complexion of a hockey puck.”



“Jazz (We've Got)” (1991)
Verso: “Me sweat another? I do my own thing/Strictly hardcore tracks, not a new jack swing/I grew up as a Christian so to Jah I give thanks/Collect my banks, listen to Shabba Ranks.”



“8 Million Stories” (1993)
Lyric: “Stressed out more than anyone could ever be/Forever tryin' to clear the samples for my new LP/Everybody knows I go to Georgia often/Got on the flight and I ended up in Boston/With all these trials and tribulations, yo, I've been affected/And to top it off, Starks got ejected.”



“Clap Your Hands” (1993)
Lyric: “The worst thing in the world is a sucker MC/Favorite rap group in the world is EPMD/Can't forget the De La, due to originality/And if I ever went solo my favorite MC would be me.”


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segunda-feira, 11 de julho de 2016

ALTON ELLIS - LIVE AND LEARN [TRADUÇÃO]



Eu jamais iria imaginar que o cara de terninho, que parecia querer ser o Nat King Cole da Jamaica, cantando músicas românticas e com toda aquela pompa que um crooner deve ter, poderia ter letras tão poderosas.


Não é segredo que Bob Marley nunca foi meu músico preferido de reggae, e nem mesmo gosto de todo o trabalho dele, o que considero ser algo natural e que não impacto na grandiosidade de todo seu trabalho apresentado. Mas existiam algumas outros que se aproximavam mais ao que eu ouvia - e sentia mais afinidade musicalmente e liricamente.

Em 2001/2002 tive acesso a dois vídeos ao vivo de Alton, um foi pelo documentário 'Reggae Inna Babylon', que é um clássico que se você nunca assistiu é quase que obrigatório para quem gosta de saber algo além do vinil. Além de diversos grupos, Alton canta a música 'Diverse Doctrine', que só vim saber depois de um tempo que era de Ras Ibuna. A letra, que não era um lamento ou algo parecido, já esbraveja 'não agüento mais as diversas doutrinas', e o que 'uns dizem ser um diplomata, uns dizem ser um aristocrata, outros seguem como acrobatas'… E devo confessar que gosto mais da versão de Alton Elis mais do que a original de Ras Ibuna.


Em seguida vi o video ao vivo de 'Black Man's Pride', que ao ver a primeira vez, mudei completamente o pensamento sobre uma banda de reggae. Aqui via bandas desafinadas e irritantemente tentando ser caricatas. Ao ver Alton cantando aquela letra, que era uma música de lamentação real, dizendo que não fazia parte do mundo que vivia, um homem negro vivendo num mundo de brancos… me lembrei sintomaticamente do livro 'Negras Raízes' e de Kunta Kinte. Leia o livro e provavelmente vai entender melhor o que estou dizendo.

Entre esses períodos, a verdade é que eu não ligava muito para o reggae setentista, eu gostava eram das batidas mais quebradas e não era muito afim de algo muito melódico. Mas ai saiu uma compilação chamada 'Studio One Roots' por um selo que estava aparecendo com alguns relançamentos e compilações do Studio One chamado Soul Jazz Records. E nessa compilação, o que me chamou a atenção foi a música 'Blackish White'. Um breakbeat matador, com um vocal matador.

Nesse período entre o final dos anos 60 e início dos anos 70, os conflitos raciais estavam em alta, o sangue estava quente, e personagens como Malcolm X, Martim Luther King, Elijah Muhammad, grupos políticos como Black Panthers, estavam em voga, com idéias que conflitavam com o controle político branco da época. E é óbvio que isso era maior que os EUA e chegava a todas as partes do mundo.

Eu não via Alton, como o crooner que li muito a respeito depois. Músico, dançarino, pai de 20 filhos… (20 filhos JAH!?). E de um respeito com a musica, que poucos tem. Alton para mim é daqueles músicos atemparias, que se você quiser algo próximo aos anos 50 você tem, se você quiser algo extremamente atual você também tem. E buscando conhecer mais o catálogo do homem, as vezes chamado de 'King' as vezes chamado de 'Pai', é absurdamente grande e valioso. É um exemplo vivo de como se deve trabalhar, ser versátil e ter ai uma demonstração não só de talento, mas de extremo profissionalismo.

Hoje 'Viver e Aprender' é a lição que Alton Elis deixa para todos nós.

Label:Studio One
Cat#: none
Media Condition: Very Good Plus (VG+)






Alton Ellis - Live And Learn




You will realise
Você vai perceber
That there is nothing wrong
Que não há nada de errado
When you search yourself
Quando você procurar a si mesmo
And find you're not so strong
E encontrar que você não é tão forte



No one's to be blamed
Ninguém poderá ser responsabilizado
'Cause your mother say that
Porque sua mãe diz isso
Father say that, everybody
Seu Pai diz isso, todo mundo
Everybody couldn't be the same
Todo mundo não poderia ser o mesmo
You've got to live and learn
Você tem que viver e aprender



You must realise
Você deve perceber
That friends will cause you strife
Que os amigos farão com que você conflita
Trying to let you do
Tentando deixar você fazer
All that they have done
Tudo o que eles têm feito
Yeah, yeah, yeah, yes
Yeah, yeah, yeah, yes



No one's to be blame
Ninguém para culpar
'Cause your mother say that
Porque sua mãe diz isso
Father say that, everybody
Seu Pai diz isso, todo mundo
Everybody couldn't be the same
Todo mundo não poderia ser o mesmo
You've got to live and learn
Você tem que viver e aprender



(..)
(..)



You must realise
Você deve perceber
That there is nothing wrong
Que não há nada de errado
Just when you search yourself
Apenas quando você procurar a si mesmo
And find you're not so strong
E encontrar que você não é tão forte
Yeah, yeah, yeah, yes
Yeah, yeah, yeah, yes



No one's to be blame
Ninguém para culpar
'Cause your mother say that
Porque sua mãe diz isso
Father say that, everybody
Seu Pai diz isso, todo mundo
Everybody couldn't be the same
Todo mundo não poderia ser o mesmo
You've got to live, and love learn
Você tem que viver, amar e aprender
You've got to love and live and love
Você tem que amar e viver e amar
And love and live and love, yeah
E amar e viver e amar, yeah


COMPRAR ALTON ELLIS @ FYASHOP



Various - Jah Warrior Showcase Vol. 2 (LP)
Label:Jah Warrior Records
Cat#: JWLP019
Media Condition: Mint (M)
Sleeve Condition: Generic
Original press.
 



U Brown - Rougher Than The Rest (LP, Album)
Label:Jah Warrior Records
Cat#: JWLP023
Media Condition: Mint (M)
 



Alton Ellis - A Fool (7")
Label:Studio One
Cat#: none
Media Condition: Good Plus (G+)
Original Press, with some marks on label and some noise.
 



Alton Ellis - A Fool (7", RE)
Label:Studio One
Cat#: SO1 03
Media Condition: Very Good Plus (VG+)
Great copy. With some little noise and marks on label. Plays nice. (Studio One printed Label)
 



Alton Ellis - Live And Learn (7", RE)
Label:Studio One
Cat#: none
Media Condition: Very Good Plus (VG+)
Great copy. With some little noise and marks on label. Plays nice. (Studio One printed Label)




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segunda-feira, 23 de maio de 2016

ASWAD FEAT. DENNIS BROWN, DAMIAN MARLEY & NAS - PROMISED LAND [TRADUÇÃO]




Comprar Dennis Brown & Damian Jr Gong* feat. Nas - Promise Land (7") @ fyashop
Você tem instrumentais clássicos preferidos?... Se preferir pode chamar de riddim, não tem problema. Pois eu tenho alguns clássicos preferidos. E o instrumental 'Promised Land' ou 'Love Fire' como ficou conhecido é um dos meus. Este esta listado dentre um dos meus dez instrumentais preferidos essenciais de reggae, que devem (não obrigatoriamente) ser tocados em algum momento em uma festa que seja dita de reggae. Se estiver curioso, na minha listinha tem alguns outros como; 'Chanting' que me remete aos dias de 'Turbulence Inna Babylon'* junto com o Planeta Dub e Zulusoljah, e mesmo eu tendo o disco e tocando junto com o Roberto e Zé Luiz na época, eu esperava o riddim ser tocado por eles, que para mim é parte da identidade da dupla e era parte da identidade da festa quando eles tocavam essa música. Além desses, outros como 'Warrior Charge' também do Aswad, 'Shaka The Great', 'Babylon Too Rough'.. e por ae vai. Mas vamos falar especificamente de 'Promised Land'.

* 'Turbulence Inna Babylon' era uma festa que acontecia no Susi In Dub em São Paulo periodicamente as sextas feiras com Zulusoljah, Planeta Dub e Ras e convidados entre 2006 e 2007.

A versão original foi composta pela banda Aswad (que traduzido significa preto em árabe). A banda originalmente formada em 1975 por Brinsley 'Chaka B' Forde (vocal e guitarra), Angus 'Drummie Zeb' Gaye (vocal e bateria) - e é o único membro original na banda atualmente, Donald 'Dee' Griffiths (vocal e guitarra), George 'Ras' Oban (baixista) e Courtney 'Khaki' Hemmings (tecladista). Um dos momentos mais marcantes no inicio da banda foi ter sido a banda de gravação do álbum ao vivo de Burning Spear, gravado em 1977 no Rainbow Theatre.

Em 1980, Brinsley Forde foi o principal personagem no filme cult 'Babylon'. O filme, que é um misto de retrato social e musical da época numa Londres, que assim como resto do mundo, estava passando por diversas mudanças políticas e sociais. No filme, que mostra muito da cultura dos sound systems em Londres; Dreadhead (um dos personagens do filme), visita um empresário chamado Fat Larry que possuiu uma música exclusiva em acetato, que ele espera comprar para que seu sound system Ital Lion derrote - só em filme mesmo, o poderoso JAH Shaka - que também participa do filme. Fat Larry vende a música a música 'Warrior Charge'... e o restante você fica sabendo vendo o filme.


'Babylon' é um retrato da juventude negra na época, muito diferente da que era retratada nos tabloides britânicos. Esses jovens negros, que não eram traficantes, estupradores e nem assaltantes. Eram jovens comuns com desejo de sobrevivência, sonhos e medos. E a diferenciação sempre foi, o que em qualquer gueto no mundo é, o escape da válvula de pressão, fazer música e tocar discos, com um pouco de equipamento comprado com muito suor e um pouco de equipamento construido com as próprias mãos. Esses momentos em festas são os que dão energia para lutar contra a pobreza, desilusão e a opressão aleatória que emerge da sociedade.

Em 1981, a banda lançou dois álbuns; 'Aswad Showcase' - que incluía 'Warrior Charge' e o álbum 'New Chapter'. Obviamente o primeiro acabou tendo vantagem por conter músicas do filme 'Babylon', e 'New Chapter' acabou sendo um coadjuvante. Ambos os álbuns já mostravam um Aswad mais experimental, já mesclando o reggae com banda com sintetizadores e elementos eletrônicos - e nessa época 'Sleng Teng' nem existia na cabeça de King Jammy. Nessa experimentação do Aswad, um dos pontos principais era um arranjador e trombonista, remanescente da era de ouro do Ska, do Rocksteady e do Reggae chamado Vin Gordon. Foi Vin Gordon que fez os principais arranjos de metais das músicas do Aswad, em ambos álbuns.


Em 'New Chapter', foi lançada a música 'Love Fire'. Que não foi lá muito tocada e sendo discreta mesmo com o potencial do instrumental. Difícil ver o álbum ou a música em alguma lista de discos ou músicas essenciais - e também tem um preço bem em conta. Em 1982, foi lançado 'A New Chapter Of Dub' - obviamente de versões dub de 'New Chapter', onde se destacam duas músicas; 'Dub Fire' e 'Guetto In The Sky'. 'A New Chapter Of Dub' trazia uma produção um pouco diferente de grande parte dos discos de versões dub da época. Os delays e ecos eram utilizados como parte dos arranjos e não como meros efeitos, ou uma forma de preencher o vazio em determinados momentos em cada música. E obviamente 'Dub Fire' acabou por vir fazer parte das seleções de JAH Shaka, que já havia trabalhado com Brinsley Forde em 'Babylon', e posteriormente produziria um disco junto com a banda em 1985; 'Jah Shaka Meets Aswad ‎– In Addis Ababa Studio'.

Já a versão definitiva do instrumental de Aswad, tocada e arrebatada pelos efeitos de sirene e vocais de Jah Shaka em suas sessões lúdicas, teve seu vocal e batismo na voz de Dennis Brown - que estava residindo em Londres na época, rebatizando a música de 'Promised Land'. Nessa fase, Dennis Brown vivia um de seus melhores momentos e mais prolíficos depois de algumas derrapadas e desencontros com produtores. Existem rumores de que 'Promised Land' é um dupblate, que acabou por se tornar um hit exponencial por Brown ter gostado muito da música finalizada, e pela letra ser um dos hinos da repatriação e da diáspora africana pregada por Marcus Garvey, o que ele já estava convicto naquele momento. A música originalmente foi lançada pelo selo próprio de Dennis Brown;  'Yvonne's Special' na Jamaica. 'Yvonne's Special' é uma homenagem a sua esposa, que se chamava Yvonne. E na Europa o single foi lançado pelo selo 'Simba', ambos em formatos 7inch e 12inch. Pelo selo 'Simba', além da versão vocal & dub, ainda contém mais duas versões do instrumental no lado b.


No decorrer dos anos 90 e 2000 - e adiante, diversas versões com o instrumental de 'Love Fire/Promised Land' foram lançadas. Inúmeras versões que simplesmente faziam um reboot <<< palavra nova para uma nova versão de um riddim, e outras que eram produzidas com timbres digitais, para todos os estilos e gostos dos seletores e dj's, e que fizeram a minha alegria ao ouvir o instrumental com um novo vocal e um novo estilo. 

Em 2010 eu aguardava ansioso por um álbum especifico; 'Distant Relatives' de Nasir Jones aka Nas e Damian 'Jr. Gong' Marley. Os dois se encontram em 2005 gravando 'Road To Zion' para o álbum 'Welcome to Jamrock' de Damian, o que acabou servindo de prelúdio para 'Distant Relatives'. A combinação deu muito certo, e mesmo que a diferença temporal de 'Road To Zion' para o álbum 'Distant Relatives' seja de cinco anos, os timbres estão todo ali.

 
'Distant Relatives' provavelmente foi o álbum que eu mais gostei naquele ano - e vendi tanto quanto pude aqui no Brasil, mas infelizmente acabou não ocorrendo a possibilidade de dar conta da demanda. A produção do álbum é primorosa - e letras que agradam mais que café expresso esse que lhes escreve, e eu só tenho elogios para todo o álbum, que mistura o reggae e o hip hop, e conhecimento anciente. Coisa rara de achar algo que agrade tanto quanto o álbum 'Distant Relatives'. Leia aqui a resenha publicada na época do lançamento do álbum: Distant Relatives - Nas & Damian Marley @ Fyashop
Dentre as músicas do álbum, está a versão de 'Promised Land'. O instrumental é bem próximo do arranjo original - mudando um pouco o arranjo de baixo, e na voz de Dennis Brown o refrão, no vídeo a introdução é de Dennis Brown falando sobre a África e literalmente de leve tirando um sarro da cara de Roger Stephens. A introdução é uma entrevista dada ao jornalista, radialista e escritor Roger Stephens em 1982, para o documentário 'Deep Roots' do Channel 4. 

Como 'Distant Relatives' tem um foco e uma direção lírica afrocêntrica, a música original de Aswad e Dennis Brown, casou perfeitamente com o álbum, que é muito bem pensado, tendo começo, meio e fim. E a letra de Nas e Damian, complementam as ideias e o lirismo sobre repatriação de Dennis Brown, a fé Rastafari de Damian e o afrocêntrismo da Nação o Islam no qual Nas conhece muito bem, e que permeia todas as letras do álbum.


Dennis Brown & Damian Jr Gong* feat. Nas - Promise Land (7")
Label:Rude Bwoy Records (2)
Cat#: RB-01
Media Condition: Mint (M)






ASWAD FEAT. DENNIS BROWN, DAMIAN MARLEY & NAS  - PROMISED LAND




Now I and I say greetings in the name of the mighty king
Agora Eu e Eu digo saudações em nome do Poderoso Rei
And I and I say played by the King love is all I bring
E Eu e Eu digo tocando pelo Rei, amor é tudo que eu trago
And I and I say Africa is I and I responsibility dreadlocks
E Eu e Eu digo Africa m
Yes, huh
Yes, huh



To the Promise Land
Para a Terra Prometida
Going to the Promise Land
Indo para a Terra Prometida
Yes, the Promise Land, o gosh now
Yes, a Terra Prometida, agora o Deus
To the Promise Land, yeah
Para a Terra Prometida, yeah



Imagine Ghana like California with Sunset Boulevard
Imagine Gana como a California com a Sunset Boulevard
Johannesburg would be Miami, Somalia like New York
Joanesburgo seria Miami, Somalia como Nova Iorque
With the most pretty light, the nuffest pretty car
Com as luzes mais bonitas, o carro mais bonito e potente
Ever New Year the African Times Square lock-off
Todo ano novo o Times Square Africano vai ser fechado



Imagine Lagos like Las Vegas, the ballers dem a ball
Imagine Lagos como Las Vegas, os ostentadores vão ostentar
Angola like Atlanta, a pure plane take off
Angola como Atlanta, um avião vai decolar
Bush Gardens inna Mali, Chicago inna Chad
Bush Gardens lá em Mali, Chicago lá em Chad
Magic Kingdom inna Egypt, Philadelphia like Sudan
Magic Kingdom no Egito, Filadelfia como o Sudão



The Congo like Colorado, Fort Knox inna Gabon
O Congo como o Colorado, Fort Konx lá em Gabon
People living in Morocco like the state of Oregon
Pessoas vivendo no Marrócos como no estado do Oregon
Algeria warmer than Arizona, bring your sun lotion
Algeria é tão quente quanto o Arizona, traga seu bronzeador
Early morning class of Yoga on the beach in Senegal
De manhã logo cedo aula de Yoga na praia no Senegal



Ethiopia the capitol of fi di Congression
Etiópia é a capital do Congresso
A deh so I belong, a deh di the king come from
E lá que eu pertenço, e de lá que o Rei vem
I can see us all in limos, Jaguars and B'mos
Eu vejo todos nós em limosines, Jaguar's e BMW'ss



Riding on the King's Highway
Rodando na Rodovia do Rei
To the Promise Land
Para a Terra Prometida
Going to the Promise Land
Indo para a Terra Prometida



O, Gosh
O, Deus
Yeah, the Promise Land
Yeah, a Terra Prometida
Yeah, the Promise Land
Yeah, a Terra Prometida
Oh
Oh



Promised Land, I picture Porsches, Basquiat portraits
Terra Prometida, eu retrato Porsches, retratos de Basquiat
Pinky rings realistic princesses
Aneizinhos reais em princesas
Heiresses bunch a kings and queens
Herdeiras de varios reis e rainhas
Plus I picture fortunes for kids out in Port-Au-Prince
Além disso, eu imagino fortuna para as crianças em Porto Principe
Powerless, they not allowed to fit but not about to slip
Impotentes, eles não tem permissão pra se ajustas mas não podem deslizar



Vision Promised Land with fashion like
Visualize a Terra Prometida com a moda tipo
Madison Ave, Manhattan, Saks 5th Ave and Rodeo
Avenida Madson, Manhattan, Saks na 5a Avenidade e Rodeo



Relaxing popping labels, Promise Land no fables
Etiquetas famosas relaxantes, Terra Prometida não tem fábulas
This where the truth's told, use them two holes
Essa é a verdade contada, use seus dois buracos
Above your nose to see the proof yo
Acima do nariz para ver a prova yo



Imagine a contraption that could take us back
Imagina uma contracepção que pudesse nos levar de volta
When the world was run by black men
Quando o mundo era governado pelo homem negro
Back to the future, anything can happen
De volta para o futuro, tudo pode acontecer
If these are the last days and 100-foot waves come crashing down
Se esses forem os últimos dias e ondas de 100 pés vierem desabar



I get some hash and pounds
Eu tenho um pouco de haxixe e algumas libras
Pass around the bud then watch the flood
Passar o baseado e assistir a inundação
Can't stop apocalypse
Não podem impedir o apocalipse
My synopsis is catastrophic
Minha sinopse é catástrofica



If satellites is causing earthquakes
Se satélties estão causando terremotos
Will we survive it?
Nós vamos sobreviver?
Honestly man it's the sign of the times
Homem honesto é o sinal dos tempos
And the times at hand
E os tempos estão na mão



There's a lot of work to be done, o gosh
Existe muito trabalho a ser feito, o Deus
In the Promised Land
Na terra Prometida



Going to the Promise Land
Indo para a Terra Prometida
O gosh
O Deus
Take me to the Promise Land
Me leve para a Terra Prometida



The Promise Land
A Terra Prometida
Oh, the Promise Land
Oh, a Terra Prometida
The Promise Land, oh, oh, yeah
A Terra Prometida, oh, oh, yeah



There's plenty of land for you and I
Tem um monte de terrar para você e eu
Buy and buy
Comprar e comprar
Lots of food to share for everyone
Muita comida para compartilhar para todos
No time for segregation
Não há tempo para segregar








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sábado, 9 de abril de 2016

CAPLETON - JAH JAH CITY [TRADUÇÃO]



Capleton - Jah Jah City @ fyashop
Não minto em dizer que os anos 90 foram os mais interessantes musicalmente. Havia trabalho, você recebia pelos eventos, bem ou mal mas recebia, e a qualidade das festas em comparação com o que começou a ser a partir dos 2000, eram incontestavelmente melhores. Isso se deve primordialmente pelo que se era lançado, diferente de hoje, não se tinha um youtube, um itunes ou beatport para qualquer um - ou se preferir o termo mais sutil, para todos. 



Isso quer dizer que, mesmo havendo discos que não eram tão interessantes, se escolhia a dedo o que lançar (e você escolhia a dedo o que comprar), e naquela época estava surgindo uma leva muito interessante de novos músicos, e produtores estavam se reinventando. E é impressionante o fato de talentos tão distintos acabarem criando alto tão produtivo na época, e até hoje é o que molda as produções digitais e mais inovadoras quando se fala de música produzida digitalmente.

A música Jah Jah City de Capleton foi originalmente lançada no álbum Morgan Heritage Family And Friends Vol. 1 em 1998. Na compilação, diversos artistas como; Capleton, Jah Cure, Morgan Heritage, LMS, Ras Shiloh, Bushman cantaram no instrumental "Mount Zion Riddim" que ficou mais conhecido como "Liberation Riddim". Produzida por Morgan Heritage e Denroy Morgan, mas com a orientação na época de Bobby "Digital" Dixon, ou Bobby Digital, produtor e proprietário do selo Digital B. Além do álbum de Morgan Heritage, também foi lançada em 7" pelo selo HMG e no ábum "More Fire" de Capleton.




A composição do riddim é simples, mas funcional, não falta e não sobra nenhum elemento, "Mount Zion" é um riddim "espaçoso" e da brilho ao talento de quem está cantando, e na época poucos dos nomes que participaram eram veteranos ou tinham lançamentos com grande exposição, além de contar toque de midas de Bobby Digital, orientando na produção junto a Morgan Heritage.

"Jah Jah City" é uma letra atemporal anti-violência. Que apesar da distância que o patois pode trazer, após certo entendimento daquilo que está sendo dito, dependendo de onde você vive, provavelmente vai se identificar. Após ter lançado dois álbuns já no mesmo seguimento; "Prophecy" e "I-Testament" trabalhando com produtores jamaicanos e nova-iorquinos, foi em "More Fire" que Capleton fez (talvez) o disco que mais expõe aquilo que ele se tornou no decorrer dos anos, quando deixou as letras slackness em terceiro ou quarto plano, e expôs todo o conceito Bobo Shanti, muitas vezes sem filtro algum, mas de fato é um disco com personalidade e um dos melhores de Capleton. Na conclusão, essa é uma das melhores produções de Morgan Heritage, e é uma das melhores músicas de Capleton, sem dúvida alguma.




Capleton / Jackwell Miyah - Jah Jah City / Ethiopian Prayer (7")
Label:HMG Records
Cat#: none
Media Condition: Mint (M)






CAPLETON - JAH JAH CITY




Jah Jah city Jah Jah town
Cidade de Jah Jah, Cidade de Jah Jah
Dem waan fi turn it in a cow bwoy town oy
Eles querem transformar em uma cidade de coubóis



I&I seh eye fi an eye promote to di highest of level
Eu e Eu vejo o olho por olho promovido no nível mais alto
 (better know)
(melhor saber)
So we just burn dem evil concept
Então a gente queima o conceito do mal
Cause we ah seh death is a destruction
Porque vemos que a morte é a destruição
to di humanity so weh me ah seh.
para a humanidade - é o que nós dizemos
 (better know)
(melhor saber)
Unno watch ya nuh, ayy! check dis cho!
Você precisa prestar atenção agora! Confira isso!



Jah Jah city, Jah Jah town
Cidade de Jah Jah, Cidade de Jah Jah
Dem waan fi turn it inna cow bwoy town oy
Eles querem transformar em uma cidade de coubóis
Unno look yah now
Preste atenção agora
Jah Jah city, Jah Jah town
Cidade de Jah Jah, Cidade de Jah Jah
Dem waan fi turn it inna dead man town oy
Eles querem transformar numa cidade dos mortos
Unno look yah now
Preste atenção agora



Mr. John Crow draw coffin John Brown
Sr. John Crow desenhou o caixão de John Brown
We nuh waan no more dead inna town
Nós não queremos mais mortes na cidade
Mr. Happy got so lucky trigger happy yo
Mr. Happy tem o gatilho mais sortudo e feliz
We no waan no more dead body
Nós não queremos mais corpos de mortos
Well Mr. Joe kill quick, we nuh waan no more hit
Bem Sr. Joe mata rápido, não queremos tiros
We nuh waan no more grave we waan no more casket
Nós não queremos mais túmulos nós não queremos mais caixões
Well life we promote which is righteousness
Bem a vida é o que promovemos com retidão
Sodom get a lick! Unno look yah now!
Sodoma deu uma lambida! Presta atenção!



Jah Jah city, Jah Jah town
Cidade de Jah Jah, Cidade de Jah Jah
Dem waan fi turn it inna cow bwoy town oy
Eles querem transformar em uma cidade de coubóis
Unno look yah now, bloody city bloody town
Preste atenção agora, cidade sangrenta
Waan turn it inna rude bwoy town oy
Querem transformar numa cidade de rude boys
Unno look yah now
Preste atenção



Dem ah tell me how dem cold
Eles me dizem como são frios
Big .45 fi shoot out dem brother mold
Uma grande .45 para atirar no molde de um irmão
Nuff ah seh dem cold like up a di north pole
Olha como são frios tipo o polo norte
So dem shoot down di young, shoot down di old
Então eles atiram nos mais novos, e atiram nos mais velhos
Shoot down di puss an all di dog an di fowl
Eles atiram nos bichas, nos cães e nas aves
Every weekend dem tek a next payroll
Todo final de semana eles pegam uma proxima folha de pagamento
Out a man pocket dem shoot out billfold
Do bolso de um homem tiram a carteira
Diss Marcus Garvey nuff head haffi go roll
Desrespeitam Marcus Garvey - muitas cabeças tem que rolar
Look yah now
Presta atenção



Jah Jah city, Jah Jah town
Cidade de Jah Jah, Cidade de Jah Jah
Dem waan fi turn it inna cow bwoy town oy
Eles querem transformar em uma cidade de coubóis
Unno look yah now
Preste atenção agora
Jah Jah city, Jah Jah town
Eles querem transformar numa cidade dos mortos
Dem waan fi turn it inna dead man town oy
Preste atenção agora



Dem think dem reach di ultimate, yo
Eles pensam que chegaram ao ultimato
But dem nuh reach nowhere yet, oy
Mas não chegaram a lugar nenhum ainda
Dem get caught inna internet
Eles foram pegos na internet
Of society a tell me dem a intellect
A sociedade me diz que eles tem um intelecto
Dem promote too much death
Eles promovem muitas mortes
Unno look yah now
Presta atenção



Jah Jah city, Jah Jah town
Cidade de Jah Jah, Cidade de Jah Jah
Dem a turn it inna bad man town oy
Eles transformaram em uma cidade de homens maus
Unno look yah now
Presta atenção
Jah Jah city, Jah Jah town
Cidade de Jah Jah, Cidade de Jah Jah
Dem waan fi turn it inna cow bwoy town oy
Eles querem transformar em uma cidade de coubóis



Marcus Garvey say! Ten miles outta di city, oy
Marcus Garvey diz! Dez milhas for a da cidade
It ah go get too smitty
Eles vão ir pegar o Smitty também
Warn Mr. John and me go warn Ms. Mitty
Avise Sr. John e eu vou avisar Sra. Mitty
Warn all di shotta me go warn all di hitty
Avise todos os atiradores e eu vou avisar todas os alvos
Nuff ah seh dem kill man, without pity
Muitos dizem que matam homens sem
Wrong kind of sip me all go ketch dem ah sippy*
Tipo errado de trago vou ir pegar um sippy* para eles
Tru dem, licky licky dem sicky
Entre eles, lambeção lambeção e doença
Rastafari judgement will slew all, yo!
O julgamento rastafari vai cobrar todos!



Jah Jah city, Jah Jah town
Cidade de Jah Jah, Cidade de Jah Jah
Dem a turn it inna cow bwoy town oy
Eles querem transformar em uma cidade de coubóis
Unno look yah now, bloody city bloody town
Preste atenção agora, cidade sangrenta
Turn it inna rude bwoy town oy aaay
Querem transformar numa cidade de rude boys



Send me go trod down inna di east
Me manda para o mais longe no Leste
Tell dem fi hold di peace
Diz para eles manterem a paz
We nuh waan no more coffin, we nuh waan no more wreath        Não queremos mais caixões, não queremos mais grinaldas (coroas de flores)
Well life we ah promote fi de ghetto youth see'it
Bem a vida é o que nós promovemos para os jovens do guetto
Like you nuh fi brace
Assim como você tem que abraçar



* Sippy é aguá utilizada no chalice de ganja

* Slew é uma gíria para denominar algo de ruim que vai acontecer a alguém, assim como denomina prostituição.


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sábado, 27 de fevereiro de 2016

BOB MARLEY - WHO COLT THE GAME 1977 [TRADUÇÃO]

Antes de lançar seus melhores álbuns pela Island e alcançar o sucesso no mundo todo, Bob Marley teve algumas outras parcerias, extremamente significantes em sua carreira. Leslie Kong, Seymor “Coxsone” Dodd e Lee “Scratch” Perry provavelmente tenham sido – de forma cronológica, as mais importantes antes dos Wailers fecharem seus contratos com a Chris Blackwell e a Island e invadirem a Europa e EUA.

De todo o trabalho de Marley, possivelmente o mais significativo são os anos 70 em que trabalhou com o Upsetter, Lee “Scratch” Perry. Lee Perry foi o responsável por moldar a musicalidade dos The Wailers (Bob Marley, Bunny Wailer e Peter Tosh), a ponto de fazer com que sua nova banda de estúdio os Upsetters em determinado momento se tornassem os The Wailers, iniciando pelos irmãos Barret no baixo e bateria.

A relação de Marley e Perry era uma mistura simbiótica de musicalidade, filosofia e uma amizade frágil. Músicas como “Duppy Conqueror” e “Small Axe” exemplificam essa relação, onde ambos acreditam que o opressor triunfa sempre no final. De acordo com o irmão de Perry, Sweet Pea que trabalhou tanto com Marley quanto com Perry, ele diz que a relação dos dois sempre foi fora do usual. Segundo Sweet Pea, ambos tinham muito respeito um pelo outro, e pelas habilidades que cada um tinha, mas ambos também tinham um ego gigantesco extremamente competitivo. Isso acabava causando algumas explosões que geravam desentendimentos entre os dois. 

Essas explosões de personalidade, que rondavam a todos que estavam por perto, presenciaram a quebra de relação musical dos dois. Perry de acordo com Sweet Pea, sempre pedia para Marley gravar as músicas que ele escrevia. Marley, que odiava ser pressionado, acusou Perry de ser como Coxsone. Marley era ressentido com Coxsone devido a forma que ele direcionou sua carreira quando trabalhavam juntos. Perry respondeu a Marley estufando seu peito e batendo nele; “Eu não sou Coxsone. Eu sou Marcus Garvey”, e Marley respondeu a Perry; “Se você é Marcus Garvey, eu sou Haile Selassie”. 

Perry escreveu a letra de “Who Colt The Game”, e mostrou para Marley que estava próximo de uma cerca de arame farpado. Marley ficou entusiasmado com a letra. Enquanto cantava a melodia, Marley machucou seu pé na cerca de arame farpado, mas só foi perceber quase uma hora depois quando seu pé estava sangrando. 

A música em si, é o registro do Black Ark do melhor enquanto estava ativo, e foi gravada antes de Perry surtar e quebrar todo o estúdio e jogar tudo fora. Aston e Carlton Barret no baixo e bateria, talvez sejam o expoente menos citado na canção, mas praticamente são dois terços dela. Ambos fazem a cama, mais para um Marley fazendo freestyle do que cantando uma canção mesmo, como “Small Axe” ou “Kinky Reggae”. E um dub cru e bem produzido por Perry, faltando um pouco de fino trato na masterização, que soa como um “ao vivo” muito bem feito. 

Talvez o evento e essa composição, seja a melhor forma de expressar a relação entre Marley e Perry. A acomodação mutua sempre foi o resultado final, tanto que no dia seguinte Marley foi para o estúdio gravar a canção com Perry, e transformou a canção num dub underground dos melhores. 

Label:Ascension Records (5)
Cat#: ANSI 02
Media Condition: Very Good Plus (VG+)



BOB MARLEY & THE WAILERS - WHO COLT THE GAME
Who colt the game Quem vacilou no jogo
Who colt the game Quem vacilou no jogo
It's not natty dready Não foi o natty dready
It must be bald heady Deve ser ter sido o careca
Somebody play the wrong domino Alguém jogou o domino errado
And want the world to follow E quer que o mundo siga
Someone is fillin' their sack Alguém está enchendo o próprio seu saco
In a completry? Black Numa completa? Preto
Who colt the game Quem vacilou no jogo
A you colt the game A você vacilou no jogo
Why you play the bad card Por que você joga a carta ruim
Now we catch you off guard Agora vamos pegar você desprevenido
Natty dread want to shuffle Natty dread quer embaralhar
Not lookin' for nothin' to scuffle now Não procura por nenhuma briga agora
Natty dread want to shuffle Natty dread quer embaralhar
Not lookin' for nothin' to scuffle now Não procura por nenhuma briga agora
Who colt the game Quem vacilou no jogo
Who colt the game Quem vacilou no jogo
One way in, one way out Um caminho pra entrar, um caminho pra sair
Some a holler some a shout Uma mensagem para alguns, um grito para outros
Natty dread want to shuffle Natty dread quer embaralhar
Not lookin' for nothin' to scuffle now Não procura por nenhuma briga agora
Natty dread want to shuffle temor Natty quer embaralhar
Not lookin' for no one to hassle now Não procura por ninguém para perturbar agora
You colt the game divided in Você vacilou no jogo e o dividiu
Why you play the bad card Por que você joga a carta ruim
Now we catch you off guard Agora vamos pegar você desprevenido
Somebody play the wrong domino Alguém jogou o domino errado
And cause the rest to follow E foi a causa para que todos seguissem
Someone is fillin' ya sack Alguém está enchendo o próprio seu saco
Well it's a completry? Black Numa completa? Preto
Who colt the game Quem vacilou no jogo
Who colt the game Quem vacilou no jogo
Now 'bout to fill your sack Agora não tem ninguém para encher o seu saco
It's a completry black É um preto completo
Natty dread want to shuffle Natty dread quer embaralhar
Natty dread want to shout Natty dread quer gritar
Colt and colt Vacilou e Vacilou
Colt and colt Vacilou e Vacilou
Speak the truth and do it ever Fale a verdade e faça isso sempre
Who colt the game Quem vacilou no jogo
Cause once you did it you'll do it again Porque uma vez que você fez isso você vai fazer isso novamente
Who colt the game Quem vacilou no jogo
Colt* pode ser uma palavra utilizada para descrever um jovem inexperiente, ou potro (cavalo novo), em forma de gíria "vacilo".

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